SPressoSP: a festa/debate de lançamento

No próximo sábado, 04/02, a partir das 10h, será lançado, oficialmente, o site SPressoSP. O evento será nos moldes da festa/debate de 10 anos da revista Fórum, que aconteceu em setembro, na Casa Fora do Eixo de São Paulo, com transmissão ao vivo pela internet. Dessa vez, os convidados vão discutir a cidade. Com as recentes ações policiais no Pinheirinho e na Cracolândia, é hora de pensar numa cidade para todos e não para poucos. Esses assuntos estão na programação.

O portal SPressoSP nasce com o objetivo de fazer jornalismo regional dessa cidade global do país e vem para discutir seus problemas, contar histórias e abrir espaço para uma série de iniciativas que são solenemente ignoradas pelos espaços midiáticos tradicionais. Se você ainda não o conhece, dê um pulo lá www.spressosp.com.br. E o convite, segue abaixo.

Juca Ferreira no PT: “Se dissesse que estou contente com os atuais rumos do MinC estaria mentindo”

O ex-ministro da Cultura do governo Lula, o baiano Juca Ferreira, decidiu se filiar ao PT depois de 23 anos de PV. O evento acontecerá no dia 2 de fevereiro, dia de Yemanjá, em Salvador. Nesta entrevista realizada por e-mail, ele confirma sua insatisfação com os atuais rumos do MinC e diz “que sente pela falta de tempo que pode nos custar caro no futuro”.

Sobre o futuro, Juca diz que no seu caso a frase “o futuro a Deus pertence é absolutamente verdadeira”.

Por que o senhor decidiu se filiar ao PT neste momento? O senhor pretende ser candidato a algum cargo eletivo em 2012?

Marina Silva em entrevista na Pós-TV do Fora do Eixo

Estive no FST de Porto Alegre de quinta a domingo e dentre outras atividades participei como entrevistador numa atividade da galera do Fora do Eixo com a ex-senadora Marina Silva. O papo durou uns 40 minutos e a ex-senadora foi simpática como sempre e tambem por isso ganhou a platéia composta fundamentalmente por jovens.

Falou muito de meio ambiente, respondeu várias questões, mas desviou-se de outras, como a do caso Pinheirinho, de qual deveria ser a relação do governo com as corporações na questão ambiental, se o discurso social não precisaria estar mais presente nas causas ambientais etc.

O vídeo a seguir é quase um thriller. Um pequeno registro. Aproveito pra acrescentar a opinião da diretora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ivana Bentes, publicada no seu Facebook sobre o evento. Ivana também participou da entrevista.

Editorial do Estadão ou por que a mídia é o partido deles

Considero desnecessário qualquer comentário sobre este Editorial de ontem (domingo) do Estadão. Ele fala por si só.

 

Agora a capital, depois o Estado

Editorial – O Estado de S.Paulo

Estudante relata desvio de doações no Pinheirinho

A estudante Isadora Szklo, 19 anos, me enviou um relato bastante preocupante por email sobre uma situação que viveu nesta quarta (25) no Pinheirinho.
Aliás, se a situação é ruim ela pode ficar pior, porque a mídia (incluindo a independente) que cobria o caso, já deixou o local. Os moradores agora estão à mercê da mão violenta dos governos de da polícia.
Segue o relato de Isadora:

“Fomos hoje entregar as muitas doações para as famílias desalojadas na Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ao chegar próximo do local, notamos uma grande movimentação e vimos que os ex-moradores estavam sendo removidos da Paróquia, a pedido do Padre, e sendo encaminhados para outro lugar, um ginásio, a 4 km dali. Quatro quilômetros percorridos por eles no sol de 35 graus, a pé.

Chegando ao ginásio, a Prefeitura estava tomando conta do local e a PM estava cercando, coisas que não haviam ocorrido na Igreja. Entregamos nossas mais de 15 sacolas enormes com doações de roupas, comida e itens de higiene à Juliana, que era quem estava organizando, na medida do possível, tudo lá dentro.

Arapongagem na USP: Victoria Benevides, “isso só acontece em estado de exceção”

A edição de janeiro da revista Fórum trouxe uma denúncia sobre um esquema de arapongagem estruturado para investigar professores, movimentos estudantis e trabalhadores na USP. Para a socióloga e professora titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Maria Victoria Benevides, o sistema de espionagem fere o espaço estudantil e só faria sentido em um contexto de estado de exceção.
A professora comenta também que não compreende como a universidade não se manifesta diante da tamanha gravidade que traz a denúncia da reportagem. “Me espanta profundamente a falta de posição mais democrática dos órgãos da USP, das autoridades competentes da universidade. Eu me aposento neste semestre, estou afastada das atividades da universidade, mas, pelo que sei de colegas e pelo que recebo pela internet de informação, fico indignada de ver que eles não se manifestam, nem que seja para negar”, critica a professora.
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Advogado membro da OAB retifica entrevista dada a TV Brasil

O advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto, que afirmou à TV Brasil, que “havia mortos, inclusive crianças”, por conta da violência policial no Pinheirinho, acaba de ser entrevistado pelo repórter Igor Carvalho e retificou a informação.

Disse que deu uma entrevista no calor da hora da ocupação e que naquele momento havia muitas histórias circulando sobre assassinatos e desaparecidos e que por isso afirmou aquilo.

Aristeu disse que não se arrepende de ter dado a entrevista porque a deu num contexto de defesa dos direitos humanos dos moradores, mas que, agora, depois de uma apuração mais aprofundada, pode afirmar que não há confirmação de vítimas.

A ausência de um cadáver não diminui a violência no Pinheirinho

O repórter Igor Carvalho está em São José cobrindo in loco a ocupação do Pinheirinho. Ao mesmo tempo, estamos eu e Adriana Delorenzo, em São Paulo, buscando informações e alinhavando outras entrevistas. Desde domingo um dos nossos objetivos tem sido revelar os absurdos da ocupação e buscar descobrir, entre outras coisas, se há vítimas fatais. Até o momento não há nenhuma informação neste sentido.

Ontem a noite bancamos esta informação nos contrapondo há uma entrevista dada à TV Brasil e divulgada por grandes portais pelo advogado e dito presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São José dos Campos, Aristeu César Pinto Neto. Hoje a OAB publicou no seu site  o seguinte:  “Informamos à toda mídia e demais órgãos de imprensa, que o único autorizado a fazer qualquer pronunciamento em nome da OAB Subeção de São José dos Campos é o seu Presidente Dr. Julio Aparecido Costa Rocha.”

Ele falou em mortos, inclusive crianças, mas não deu nenhum nome. O repórter da Fórum ficou atrás dessa confirmação até altas horas da noite. E nenhuma liderança confirmou-a. Mas apanhamos muito nas redes sociais por conta disso.

Pinheirinho e o desrespeito aos direitos humanos

O repórter da Fórum, Igor Carvalho, está desde ontem, domingo, 22, em São José dos Campos, apurando a invasão da PM no Pinheirinho. Ele chegou à noite na cidade e nesta manhã presenciou cenas chocantes e sem qualquer respeito aos direitos humanos.

Ele acaba de presenciar um homem tomando quatro tiros de borracha pelas costas e uma mulher com um filho de 3 meses no colo, tomando um tiro de borracha na cabeça.

Segundo o repórter, cerca de 2 mil moradores estão numa igreja. A PM cercou o local, impedindo-os de sair de lá. As pessoas estão sem documentos, roupas, dinheiro e pertences. Além disso, desde ontem, estão sem comer, sem beber água, sem ir ao banheiro.

Alckmin e prefeito de São José não cumpriram acordo, diz Suplicy

Entrevistei o senador Suplicy e o deputado federal Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara Federal, que estavam negociando com o governo do estado no caso da ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Ambos me confirmaram que havia um acordo com o governador Alckmin e com o prefeito de São José dos Campos, Eduardo Cury, para que se buscasse um entendimento nos próximos quinze dias e o Pinheirinho não fosse invadido pela Polícia Militar.

Como o acordo não foi cumprido, ao saber da invasão, às 6h30 da manhã, o senador Suplicy pegou seu carro e foi para o Palácio dos Bandeirantes. Chegou lá às 7h e foi atendido às 8h30 por Alckmin, que lhe disse que teve que cumprir ordem judicial. Suplicy ponderou que havia uma decisão federal em outro sentido e Alckmin lhe respondeu que a que valia era a decisão paulista.

Suplicy disse que como não é jurista, achou estranho, mas decidiu não discutir a questão e ponderou que essa não era a melhor solução. Alckmin lhe disse que tinha enviado muitos assistentes sociais para o local e que a ocupação seria “absolutamente pacífica”.
Antes disso acontecer, o senador, no entanto, afirmou que esteve em uma reunião na sexta-feira, no Fórum João Mendes, em São Paulo, que contou com a participação dos deputados estaduais Carlos Gianazzi (PSOL) e Adriano Diogo (PT) e o deputado federal Ivan Valente (PSOL).

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